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Leilão dia 25 de Março

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Vicente do Rego Monteiro

1889 à 1970

Biografia

Pintor, escultor, desenhista, ilustrador, artista gráfico. Iniciou estudos artísticos em 1908, acompanhando sua irmà Fedora do Rego Monteiro (1889 - 1975) em cursos da Escola Nacional de Belas Artes - Enba, no Rio de Janeiro. Em 1911, viajou com a família para França, onde freqüentou as Academias Colarossi, Julian e de La Grande Chaumià¨re. Participou do Salon des Indépendants, em 1913, do qual se tornou membro societário. Em Paris, manteve contato com Amedeo Modigliani (1884 - 1920), Fernand Léger (1881 - 1955), Georges Braque (1882 - 1963), Joán Miró (1893 - 1983), Albert Gleizes (1881 - 1953), Jean Metzinger (1883 - 1956) e Louis Marcoussis (1883 - 1941). No início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), deixou a França, com sua família, e se estabeleceu no Rio de Janeiro, em 1915. Em 1918, realizou a primeira individual, no Teatro Santa Isabel, no Recife, e dois anos mais tarde expos pela primeira vez em São Paulo, onde entrou em contato com Di Cavalcanti (1897 - 1976), Anita Malfatti (1889 - 1964), Pedro Alexandrino (1856 - 1942) e Victor Brecheret (1894 - 1955). Em 1920, estuda a arte marajoara das coleções do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista. Movido por uma grande paixão pela dança, realiza em 1921 o espetáculo Lendas, Crenças e Talismàs dos Índios do Amazonas, no Teatro Trianon, Rio de Janeiro, elogiado pelo poeta e crítico Ronald de Carvalho (1893 - 1935). Viajou para França, deixando oito óleos e aquarelas para serem expostos na Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo. Em 1923, faz desenhos de máscaras e figurinos para o balé Legendes Indiennes de L Amazonie. Integrou-se ao grupo de artistas da galeria e revista L Effort Moderne, de Leonce Rosemberg. Trouxe ao Brasil a exposição A Escola de Paris, exibida no Recife, São Paulo e Rio de Janeiro. Decorou a Capela do Brasil no Pavilhão Vaticano da Exposição Internacional de Paris, em 1937. Em 1946, fundou a Editora La Presse à Bras, dedicada à publicação de poesias brasileiras e francesas. A partir 1941, publicou seus primeiros versos, Poemas de Bolso, organizou e promoveu vários salàµes e congressos de poesia no Brasil e na França. Retornou ao Brasil, e deu aulas de pintura na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, em 1957 e 1966. Em 1960, recebeu o Prêmio Guillaume Apollinaire pelos sonetos reunidos no livro Broussais - La Charité. Entre 1966 e 1968, deu aulas no Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília - UnB.

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