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Modesto Brocos

1852 à 1936

Biografia
Santiago de Compostela, Espanha - Rio de Janeiro - RJ. Pintor, gravador e professor. Tomou gosto pelo desenho ao observar o trabalho de seu irmão Isidoro, um escultor, que mais tarde lhe deu algumas lições. Com apenas dezenove anos, deixou a Espanha e mudou-se para a Argentina. Um ano depois, em 1872, veio para o Brasil e matriculou-se como aluno livre de modelo vivo na Academia Imperial de Belas Artes, onde freqüentou as aulas de paisagem de Vitor Meireles e as de desenho de Zeferino da Costa até 1875. Nesse mesmo ano, teve algumas de suas xilografias publicadas em o Mequetrefe. Em 1877, viajou para Paris e estudou com Henri Lehmam, que fora discípulo estimado de Ingres, na Escola Nacional e Especial de Belas Artes. Na ocasião, fez amizade com Seurat e Sorolla, e de ambos trouxe impressàµes sobre os novos caminhos da pintura. Voltando ao seu país de origem, freqüentou em Madri a antiga Academia de Belas Artes de São Fernando e o atelier de Frederico Madrazo entre 1879 e 1880. Retornou a Paris, desta vez para estudar com Hernest Hébert, ainda na Escola Nacional e Especial de Belas Artes, ali permanecendo até 1882. Recebeu de sua província natal, La Coruà±a, um Prêmio de Viagem a Roma (1883) onde ficou por quatro anos, freqüentando a Academia Gigi e o Círculo Internacional. Após passar pela Espanha (1887), viajou para a França e expôs duas xilografias no Salão de Paris, em 1888. Dois anos depois regressou ao Brasil e, decidindo fixar-se definitivamente, naturalizando-se cidadão brasileiro. Foi nomeado, em seguida professor de xilografia das escolas de 2o. Grau, mas recusou esse cargo para aceitar o professor interino de Modelo Vivo na Escola Nacional de Belas Artes assumindo em 1891. Na II Exposição Geral de Belas Artes, em 1855, sua obra A redenção de Can, obteve a Primeira Medalha de Ouro. Em 1896, depois de lecionar seis anos aplicando os métodos de ensino que aprendera com Lehmann em Paris, renunciou ao cargo e viajou para Roma, onde ficou durante quatro anos. De volta ao Brasil, em 1900, instalou um atêlier para o ensino da gravura no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Em 1901, participou da Exposição Geral de Belas Artes e recebeu Medalha de Prata com os retratos de Fagundes Varela, Ferreira de Araújo, Doutor Fajardo, Gonçalves Dias e Quintino Bocaiúva. Participou ainda da XIV e XVI Exposição Geral de Belas Artes em 1907 e 1909. Em 1911, foi efetivado professor de Desenho figurado da Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, exerceu corajosa atuação no sentido de renovação do ensino. Para tanto, escreveu o livro A questão do Ensino de Belas Artes (1915) e ainda outras obras didáticas. Em Arquitetura, fez a maquete do frontão da Biblioteca Nacional, executando na Europa. Expôs regulamento no Salàµes oficiais até 1917. Em 1952, por ocasião de centenário de seu nascimento, o Museu Nacional de Belas Artes apresentou uma retrospectiva com cerca de sessenta obras, onde se acentuavam o seu interesse pelos temas rurais e populares, cujas qualidades eram realçada pela segurança e domínio de sua técnica na pintura e na gravura. O Museu Nacional de Belas Artes o incluiu ainda nas coletivas: Exposição Retrospectiva da Pintura no Brasil (1948), Um Século de Pintura Brasileira (1952), A Europa na Arte Brasileira (1954) e O Trabalho na Arte (1958).

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