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Facchinetti

Ano: dê 1824 à 1900

Biografia:
Nascido em Treviso (Itália) e falecido no Rio de Janeiro. Chegou ao Brasil em novembro de 1849,No Rio de Janeiro dedicou-se inicialmente ao ensino do Italiano e do Desenho, , para depois tornar cenógrafo e, afinal, retratista, passando a fazer paisagens. Mais por instinto, começou Facchinetti a passar, para a tela, trechos da natureza brasileira, a princípio, com dificuldades, aos tropeções, aprendendo na prática o que ninguém lhe ensinara em qualquer academia, depois, com relativa galhardia, e finalmente com mestria. Foi essa aprendizagem prática que lhe permitiu alcançar, com o tempo, não só o domínio técnico, como sobretudo certa tipicidade, seus quadros não se parecendo com os de ninguém mais. Fiel à realidade, Facchinetti costumava executar suas paisagens in loco, embora não diretamente a óleo sobre a tela, (Antes de pintar, ele ia ao local, estudava o ponto, esquadrinhando todos os detalhes. Depois tracejava o motivo em separado, numa página de álbum, numa folha de papel, que lentamente completava, preparado com esse exato desenho, decalcava-o na tela, a carvão, cobria-o com grafite e terminava fixando-o com tinta comum, por meio de aguda pena de aço. ) o que o separa definitivamente de um Grimm, esse sim, executando ao ar-livre. Ainda assim, já esse processo do artista italiano basta para lhe garantir lugar de relevo na história do paisagismo brasileiro, ao lado, justamente, de Grimm, de Agostinho José da Mota e de poucos mais. Sempre que o contratavam para executar determinada obra, desse ou daquele sítio, montava seu ateliê no lugar, e ali permanecia até concluí-la. Em 1871, para atender a uma encomenda de um certo Sr. Harrah, passou alguns meses junto à Fortaleza de São João, de onde podia descortinar o panorama das praias da Saudade e de Botafogo: o resultado foram as duas paisagens expostas no Salão de 1872, de extrema fidelidade e não menor força poética. Na soberba vista de São Tomé das Letras, do Museu Nacional de Belas-Artes, pode-se até ver, no primeiro plano, ao centro da composição, uma tosca cobertura, de dentro da qual podia com vagar contemplar o imenso panorama de toda aquela esplêndida região, cobertura que lhe servia de abrigo, dormitório, mirante e ateliê. Esse mesmo amor à natureza transpira também das longas inscrições que, em letra firme de espessos contornos, costumava apor ao dorso de seus quadros, geralmente contendo indicações precisas sobre o sítio retratado, a época da execução e o autor da encomenda, além das invariáveis notas Pintado fielmente do natural, Efeito da manhà, Efeito da tarde, etc. Com o tempo, a arte de Facchinetti aprimorou-se. No Salão de 1864 deram-lhe os jurados menção honrosa, e no do ano seguinte, medalha de prata. As encomendas passaram a ser numerosas, tanto mais que a própria Imperatriz Tereza Cristina dava o exemplo. Por fim, Facchinetti tornou-se o pintor favorito da aristocracia do Rio de Janeiro, e não houve manSão de nobre ou de cidadão abastado que não lhe exibisse as paisagens em lugar de destaque. Trabalhador infatigável, Facchinetti deixou obra extensa, de que São características básicas o sólido desenho, a capacidade inata de captar amplos espaços nas exíguas dimensàµes do quadro, um sentimento natural pelas tonalidades justas e, talvez acima de todas, o respeito à realidade, que sem embargo transcende por acentuados dotes de lirismo. Facchinetti faleceu no Retiro da Boca do Mato, Engenho de Dentro, Rio de Janeiro, a 16 de outubro de 1900, aos 76 anos de idade e mais de 50 de carreira.

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